Atividade física se torna ferramenta de autoestima e saúde para mulheres que convivem com doenças crônicas

Em 2019, Sandra Rodrigues enfrentava um período de fragilidade física e emocional. Com diagnóstico de fibromialgia, como também dores constantes, e em tratamento para depressão severa, ela também lidava com a obesidade e com limitações que afetavam sua rotina de trabalho e sua qualidade de vida.

Naquele momento, Sandra pesava 91 quilos e descreve o próprio corpo como um espaço de desconforto. A mudança começou a partir de uma decisão pessoal apoiada pela família, quando buscou uma academia como tentativa de retomar o controle sobre a própria saúde.

O início foi marcado por insegurança e sensação de inadequação em ambientes esportivos tradicionalmente associados a padrões corporais específicos. Ainda assim, a persistência foi decisiva para que a prática de atividade física deixasse de ser um desafio pontual e se tornasse parte de sua rotina.

Sandra iniciou no crossfit e, posteriormente, passou a praticar corrida de rua. A adoção de hábitos mais saudáveis, aliada ao acompanhamento profissional, contribuiu para a redução de quase 20 quilos, além de melhorias significativas na saúde mental e no manejo das dores causadas pela fibromialgia.

Atualmente, ela mantém uma rotina que inclui musculação três vezes por semana, corrida ao menos duas vezes na semana e ciclismo semanal. Sua alimentação é acompanhada por nutricionista, com restrição de açúcar, gordura e leite. Mesmo conciliando os treinos com o trabalho na área de limpeza residencial, Sandra afirma que encontrou equilíbrio entre saúde e vida profissional.

A trajetória também se reflete no esporte competitivo. Sandra acumula troféus conquistados tanto na categoria destinada a pessoas com deficiência, em razão da fibromialgia, quanto em sua faixa etária. As conquistas evidenciam a importância da ampliação do acesso ao esporte para mulheres com doenças crônicas e reforçam o debate sobre inclusão e representatividade.

Ao longo do processo, Sandra passou a influenciar outras mulheres próximas a ela, estimulando a prática de atividade física como ferramenta de cuidado integral. Sua experiência dialoga com um movimento crescente de valorização da saúde e da autoestima feminina, especialmente em períodos como o projeto verão, quando o debate sobre corpo costuma ser associado a padrões estéticos.

Especialistas apontam que iniciativas baseadas em bem-estar e autocuidado tendem a produzir impactos mais duradouros do que abordagens focadas exclusivamente na aparência. Histórias como a de Sandra Rodrigues contribuem para ampliar essa discussão, ao evidenciar que qualidade de vida está relacionada a acesso, constância e apoio, e não a modelos corporais idealizados.

Aos 44 anos, Sandra afirma que segue priorizando a saúde e o equilíbrio emocional. Sua trajetória reforça que a atividade física, quando acessível e respeitosa às limitações individuais, pode se tornar um instrumento de autonomia, dignidade e transformação social.

Júlia David Lyra
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By Saudável Todo Dia

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